A arquitetura residencial continua a ser uma das áreas mais dinâmicas para a exploração arquitetônica não construída, oferecendo uma lente através da qual arquitetos reimaginam como o espaço doméstico pode responder à paisagem, ao clima e aos padrões contemporâneos de vida. Nesta edição, propostas selecionadas pela comunidade ArchDaily reúnem uma gama de projetos residenciais que interagem com casas, vilas e retiros como locais de afastamento, mediação e habitação cotidiana.
Ao invés de tratar o lar como um objeto fixo ou isolado, esses projetos o abordam como uma estrutura espacial que negocia exposição, privacidade e conexão com o lugar. Ao longo de variadas geografias, desde os desertos da Califórnia e Arábia Saudita até as encostas da Nova Zelândia, o tecido urbano de Teerã e Nazaré, e as paisagens costeiras da Grécia e Portugal, as propostas exploram respostas diversas ao design residencial contemporâneo.
Neste compêndio de visões arquitetônicas, encontramos casas pátio que olham para dentro e retiros monolíticos no deserto, bem como reutilizações adaptativas e moradias integradas à paisagem, moldadas pela topografia e tradições locais. Algumas priorizam a proteção e a moderação climática, enquanto outras experimentam com a continuidade entre o espaço interior e exterior, a contenção material e as tipologias domésticas alternativas.
Imagine-se caminhando por um pátio interno, onde o murmúrio suave da água se mistura ao aroma das plantas nativas, tudo banhado pela luz dourada do entardecer. A arquitetura aqui não apenas abriga, mas convida a uma reflexão tranquila, um retiro do mundo exterior.
Por outro lado, em um retiro desértico, a solidez das paredes de pedra contrasta com as amplas aberturas que emolduram o horizonte árido. O jogo de luz e sombra, de calor e frescor, oferece uma experiência sensorial que transforma a percepção do espaço e do tempo.
Esses projetos não construídos revelam uma nova maneira de habitar o mundo, onde a arquitetura se torna um mediador entre o indivíduo e o ambiente, a cultura e a natureza. Eles oferecem um vislumbre de como a arquitetura residencial está sendo reimaginada como uma forma de viver mais deliberada e profundamente conectada a diferentes contextos ambientais e culturais.