Ao adentrar a Galeria TAA, somos imediatamente envolvidos por um universo onde a arquitetura se revela como uma obra de arte em si. Este espaço não é apenas um cenário para a exibição de obras, mas um protagonista que dialoga intimamente com cada peça, convidando o visitante a uma experiência sensorial única.
O projeto, concebido como uma sinfonia de volumes geométricos, exibe uma composição harmoniosa que evoca a estética dos grandes mestres do Modernismo. Cada volume, meticulosamente articulado, se apresenta como uma nota essencial na melodia arquitetônica, criando uma percepção espacial rica em nuances. A fachada, com sua alternância de cheios e vazios, estabelece um jogo de luz e sombra que transforma a edificação em uma tela viva, onde o tempo e a luz se tornam pincéis sutis.
Dentro desse concerto geométrico, um volume curvo se destaca, como um solista em meio à orquestra. Sua presença é um acento visual que contrasta com as formas retas e angulares predominantes, capturando o olhar e orientando a jornada pelo espaço. Este elemento curvo não só enriquece a narrativa arquitetônica, mas também desafia a percepção tradicional de linearidade, propondo novas perspectivas a cada passo.
O percurso expositivo é cuidadosamente desenhado, com eixos visuais que conduzem o visitante por uma sequência de descobertas. As plataformas baixas, integradas às divisórias, são como guias silenciosos que nos levam por entre as diferentes zonas do espaço. A fluidez do trajeto é marcada pela alternância de volumes amplos e mais íntimos, onde linhas retas encontram curvas suaves, transformando a visita em uma dança de múltiplas perspectivas.
A luz, elemento primordial na concepção deste projeto, é tratada com a reverência de um artista que conhece intimamente seu ofício. A iluminação natural, magistralmente orquestrada, banha o interior com uma claridade suave e mutante ao longo do dia. Complementada por uma iluminação artificial cuidadosamente posicionada, a luz se torna um meio de revelar e potencializar as qualidades intrínsecas das obras expostas. Assim, cada peça encontra sua própria voz, destacada e enriquecida pela dança luminosa que a envolve.
Na Galeria TAA, a arquitetura não é um mero pano de fundo, mas um participante ativo na narrativa da arte. O espaço, com suas formas e luz, convida o visitante a uma jornada dinâmica, onde cada passo revela uma nova história, uma nova emoção. Este não é apenas um espaço expositivo, mas um lugar onde a arquitetura encontra sua expressão mais poética e envolvente.