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Energia Limpa: O Horizonte Sustentável da Arquitetura

Explorando como a transição energética redefine espaços e paisagens, promovendo harmonia entre construção e natureza.

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No alvorecer de uma nova era, a arquitetura se vê diante de um imperativo inadiável: a transição para um futuro energético mais limpo e sustentável. Em 26 de janeiro, o Dia Internacional da Energia Limpa convida-nos a refletir sobre a urgente necessidade de abandonar os combustíveis fósseis em favor de fontes renováveis e menos poluentes. Esta data marca um ponto de inflexão crucial na luta contra as mudanças climáticas, onde a arquitetura desempenha papel essencial na reformulação dos espaços que habitamos e na integração harmoniosa de sistemas energéticos inovadores.

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O conceito de energia limpa aponta para uma ruptura com fontes energéticas finitas e exauríveis, como carvão, petróleo e gás natural, em direção a sistemas que capturam a energia presente nos processos naturais. Essa transição não apenas mitiga as emissões de gases de efeito estufa, mas também democratiza o acesso a uma energia confiável e acessível. Contudo, mesmo as tecnologias rotuladas como "limpas" não estão isentas de impactos, requerendo um olhar atento e crítico ao seu processo de produção e implantação.

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O conhecimento arquitetônico, em sua relação intrínseca com o espaço, a materialidade e a habitação, emerge como ferramenta vital para apoiar a transição para sistemas energéticos sustentáveis. Como bem pontua a Organização das Nações Unidas, é imperativo que edifícios sejam aquecidos, iluminados e eletrificados por fontes de energia que sejam limpas, acessíveis, econômicas e confiáveis. A produção de energia, especialmente por meio da queima de combustíveis fósseis, é uma das principais responsáveis pelas emissões de gases que aprisionam o calor do sol na Terra.

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Além disso, a desigualdade territorial persistente na infraestrutura energética global agrava essa questão, com muitas regiões ainda dependentes de combustíveis poluentes para a vida cotidiana. Essa dependência perpetua a pobreza, limitando o acesso à educação, saúde e oportunidades econômicas.

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Arquitetura e planejamento urbano têm o poder de expandir o acesso à energia e melhorar a eficiência energética, alcançando os mesmos resultados com menor consumo de energia. Isso se dá por meio de tecnologias mais eficientes em transporte, edificações e iluminação. Compreender como diferentes fontes de energia operam e como podem ser integradas ao ambiente construído é essencial para uma transição eficaz e equitativa.

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Ao redor do mundo, estados, cidades, indústrias e comunidades intensificam esforços para enfrentar as mudanças climáticas. Duas abordagens emergem para considerar os impactos das fontes energéticas na fase de projeto. A primeira enfoca a produção e distribuição de energia a partir de uma perspectiva territorial, examinando como infraestruturas moldam paisagens, ecossistemas e padrões de desigualdade em escalas local e regional. A segunda se concentra nos dispositivos arquitetônicos e técnicos pelos quais a energia é capturada, armazenada e consumida, abordando como seu design, localização e materialidade podem impactar seus ecossistemas.

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Hoje, as fontes mais comuns de energia limpa são predominantemente renováveis, incluindo eólica, solar, geotérmica e hídrica. Outras fontes reconhecidas pelas Nações Unidas incluem energia dos oceanos e bioenergia. Todos esses sistemas requerem novas formas de arquitetura e infraestrutura para capturar, processar, transportar e utilizar energia.

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Apesar de rotuladas como "limpas", estas estratégias frequentemente dependem do uso intensivo de recursos escassos, como grandes extensões de terra ou corpos d'água extensos. Essa dependência pode originar as chamadas "zonas de sacrifício": áreas, muitas vezes habitadas por comunidades de baixa renda, que sofrem degradação material e ambiental permanente, reduzindo a qualidade de vida local. Esses impactos podem ser diretamente humanos, por meio de mudanças nas condições territoriais, visuais ou auditivas em ambientes povoados, ou por danos a espécies animais e vegetais que sustentam o equilíbrio dos ecossistemas.

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Em resposta, soluções de infraestrutura que atendem às necessidades diárias de forma mais localizada e menos invasiva vêm ganhando destaque. Este enfoque envolve um pensamento circular, onde soluções emergem de contextos locais, reduzindo a necessidade de extração ou transporte a longas distâncias. Exemplos recentes ilustram essa mudança. O Leão de Ouro para o Melhor Pavilhão Nacional na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, por exemplo, destacou uma instalação do reino de Bahrein projetada para reduzir temperaturas em espaços públicos através de estratégias passivas.

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Além de políticas em grande escala e sistemas infraestruturais, fontes alternativas de energia tornam-se parte do cotidiano por meio de produtos e tecnologias em escala de edifícios. Painéis, turbinas, baterias e dispositivos relacionados são as interfaces através das quais a energia é colhida, armazenada e consumida, tornando-os especialmente relevantes para a arquitetura e construção. Embora frequentemente percebidos como inerentemente benignos, esses produtos também carregam implicações ambientais e econômicas ligadas à sua composição material, processos de fabricação, requisitos de manutenção e gestão no fim de sua vida útil.

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À medida que os custos caem dramaticamente, tornando as renováveis mais acessíveis e confiáveis, esses sistemas têm escalado rapidamente, transformando não apenas as paisagens físicas, mas também os horizontes de possibilidades para um futuro mais sustentável e equitativo.

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